Ratos de Porão - No money no english

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Olá, fãs da banda ou a quem possa interessar.
Quem vos fala é o dito cujo vocalista desta instituição por ininterruptos 30 anos J.G.
Depois de raspar o tacho aqui em casa, consegui reunir esses 26 petardos que, sem dúvida, vão completar sua coleção.
Mas sinto-me na obrigação de contar o episódio banal que inspirou o nome deste disco.
No verão de 1989, assinamos com o selo holandês Roadrunner e embarcamos para Amsterdam num voo da KLM.
Totalmente caipiras, éramos brucutus sem noção de porra nenhuma. Cabaços aéreos e totalmente aterrorizados, não havia a necessidade de desembarcar na Holanda, pois o estúdio onde gravamos o disco BRASIL ficava em Berlim.
Mas, por alguma idéia de jerico, o que queríamos era fumar maconha nos coffeeshops de Amsterdam. Desse modo, nem pensamos na escolha estúpida de enfrentar 24 horas de trem até o destino final...
O amadorismo já começava com a absurda quantidade de malas que nos dava o status de retirantes, paus-de-araras ou "brazilien scheie" (merda brasileira) como a gente se autodenominava. Conclusão: interditamos o escritório da Roadrunner....
Ninguém falava inglês e horrorizamos o dono da gravadora a quem, com a nossa "noiabice", demos carinhosamente o apelido de Meínha (little sox). E só piorou quando eles descobriram que ficaríamos hospedados três dias no squat Bontekoe - um grande prédio invadido no centro da cidade; um ninho de punks anarquistas e incendiários de postos de gasolina.
Definitivamente não causamos boa impressão e, toscamente, seguimos nosso caminho para Berlim num trem polonês que não tinha nem vagão restaurante.
No ano seguinte, estávamos de volta para fazer a mesma balada para variar e gravar o disco ANARKOPHOBIA. Mas, dessa vez, com uma tour programada por uns amigos italianos bem barra pesada.
Era novembro de 1990 e, mais tarde, morreríamos de frio com nossos paninhos-de-bunda - impróprios para o terrível inverno que se aproximava.
Lembro claramente de, ano anterior, ter dito ao Meínha - num inglês macarrônico - que iria aprender a língua inglesa. Porém, lá estava eu novamente com aquele papo tosco tipo Tarzan.
Chegamos ao escritório da RR com alguns punks sujos e mal encarados e, na cara dura, acendi um baseado de skunk na sala do velho Little Sox. Ele ficou puto! Veio falar comigo e, lógico, não entendi coisa alguma... Ele perguntou algo mais rispidamente e aí eu soltei a pérola: "NO MONEY... NO ENGLISH!" Aí o velho saiu gritando em holandês...
Vixi!!! Sem grana, sem inglês!!!! Me paga que eu falo!!!! ha ha ha ha...
A partir daí, queimou o filme total com o selo...

Abraços a todo.
J. Gordo. Abril de 2012

P.S.: continuo não falando bem o idioma.
 
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